Bachelorarbeit, 2007
39 Seiten, Note: 18 out of 20
1 - História do Movimento das Rádios Pirata
1.1 - A rádio como meio de comunicação de massas e o surgimento das rádios pirata
1.2 - A rádio em Portugal: o movimento das rádios livres
2 - Problemática e Metodologia da Investigação
2.1 - Perspectiva teórica: o interaccionismo e a grounded theory
2.2 - Estratégia metodológica qualitativa
2.3 - Técnicas de investigação utilizadas
3 – Análise das Entrevistas
3.1 – Caracterização dos entrevistados
3.2 – Processo de Criação da Rádio Universitária do Minho
3.3 – Objectivos da Rádio Universitária do Minho e sua evolução
3.4 – Grau de independência da Rádio Universitária do Minho
3.5 – Influência da Rádio Universitária do Minho na comunidade
4 – Conclusão
Este estudo analisa a trajetória da Rádio Universitária do Minho (RUM) entre 1984 e 2001, investigando se a experiência, enquanto órgão de comunicação independente, foi subordinada a pressões de ordem comercial. A pesquisa explora a tensão entre a proposta alternativa e as necessidades financeiras de sobrevivência no cenário das rádios locais em Portugal.
3.2 Processo de Criação da Rádio Universitária do Minho
Segundo os entrevistados, o nascimento da Rádio Universitária do Minho foi uma iniciativa dos estudantes da Universidade do Minho. Surgiu no seguimento de uma atitude contestatária, em virtude do aumento do preço das refeições da cantina. Os estudantes queriam fazer-se ouvir. “Na altura a comunicação social estava a deturpar tudo o que nós dizíamos” (E2).
Chamou-se ao projecto Centro Experimental de Rádio Universitária e a sua criação remonta a 1984. Os criadores do projecto foram Norberto Moreira, Fernando Araújo e António Fernandes, com o apoio de Carlos Martins, o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho. “Nenhum de nós tinha experiência em rádio, mas achámos que aquilo podia ser um bom instrumento de comunicação.” (E7). A ideia inicial era criar uma rádio, uma televisão local e um jornal semanal que “chegou a existir com edição quinzenal e que se chamava Citânia”. (E7)
Os anos 80 foram marcados por um movimento em larga escala de rádios pirata, que se distanciavam dos formatos de comunicação institucionais e não estavam submetidas às leis do mercado. As rádios pirata instalavam-se numa frequência vazia e existiam à margem do controle estatal.
Segundo os entrevistados, era relativamente fácil construir um emissor, inclusive algumas “revistas traziam esquemas de construção de emissores. (...) Os emissores, portanto, não se compravam, construíram-se.” (E1). No caso concreto da Rádio Universitária do Minho, um dos membros fundadores, Norberto Moreira, já tinha experiência de construção de emissores.
1 - História do Movimento das Rádios Pirata: Descreve a evolução histórica da rádio como meio de massas e o surgimento das rádios livres como resposta ao controle estatal e aos formatos institucionais.
2 - Problemática e Metodologia da Investigação: Define o modelo de análise qualitativa, fundamentado na grounded theory e no interacionismo simbólico para estudar a RUM.
3 – Análise das Entrevistas: Analisa os dados recolhidos através de entrevistas sobre o processo de criação, objetivos, independência e influência da RUM na comunidade.
4 – Conclusão: Sintetiza os resultados da investigação, concluindo sobre a natureza não linear da trajetória da rádio e a persistência de micro-resistências face às lógicas de mercado.
Rádio Universitária do Minho, Rádios Livres, Rádios Pirata, Investigação Qualitativa, Comunicação Independente, Interaccionismo Simbólico, Grounded Theory, Rádio, Comunicação Social, Portugal, Braga, Audiência, Independência Editorial, Práticas Radiofónicas, Gestão.
O trabalho aborda a trajetória da Rádio Universitária do Minho (RUM) entre os anos de 1984 e 2001, analisando o seu percurso desde o projeto experimental até à sua consolidação.
Os temas principais incluem a história das rádios piratas, o processo de criação da RUM, os objetivos pedagógicos e estéticos, e a gestão da independência face a pressões externas.
O objetivo é compreender até que ponto a RUM, como rádio independente, conseguiu resistir a estratégias comerciais e manter a sua identidade original ao longo de 17 anos.
Foi adotada uma metodologia qualitativa, recorrendo à observação participante natural e à realização de oito entrevistas semi-diretivas com protagonistas do projeto.
O principal analisa o contexto histórico, a fundamentação teórica, a caracterização dos entrevistados e os resultados das entrevistas divididos por categorias temáticas, como o processo de criação, os objetivos e a influência na comunidade.
Rádio Universitária do Minho, rádios livres, investigação qualitativa, independência, comunicação independente e gestão radiofónica.
A rádio nasceu como uma iniciativa contestatária dos estudantes da Universidade do Minho, em 1984, como resposta ao aumento do preço das refeições na cantina e ao sentimento de que a comunicação social deturpava as suas reivindicações.
A rádio enfrentava dificuldades financeiras constantes, tentando equilibrar a necessidade de publicidade para a sobrevivência com a manutenção de uma identidade alternativa e não comercialista.
A rádio é vista como uma referência cultural que deu voz a opiniões diversas, influenciou o pensamento político e social local e teve um papel fundamental na divulgação musical eclética na região.
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